Vivemos numa sociedade complexa e, consequência ou não, cada um de nós é cada vez mais dependente do outro na luta pela sobrevivência. Essa dependência se agrava no exercício da advocacia, o que não sucede em outras profissões, como por exemplo, na medicina. Para o exercício de medicina (quiçá a mais nobre das profissões) é necessário não só o conhecimento e o estudo diuturno, como da iluminação de Deus. Já na advocacia, no entanto, além do conhecimento e, principalmente da proteção divina, depende-se da boa vontade de terceiros, como serventuários em geral (Oficial de Justiça, Avaliadores, dentre outros), sem olvidar que do outro lado do litígio sempre existirá um advogado (ou mesmo promotor de Justiça), refutando sua pretensão. Afinal, em tese, ambos acreditam no ideal de Justiça, embora por caminhos opostos. Não bastasse tudo isso, o exercício da advocacia vincula-se ao empenho e decisões (corretas ou não) dos Magistrados.
